Falar do Studio Ghibli é tocar direto no coração de qualquer otaku que se preze, porque poucas produtoras na história do cinema conseguiram traduzir a nostalgia, o encanto e a melancolia da vida com tanta maestria quanto o lendário estúdio...
Falar do Studio Ghibli é tocar direto no coração de qualquer otaku que se preze, porque poucas produtoras na história do cinema conseguiram traduzir a nostalgia, o encanto e a melancolia da vida com tanta maestria quanto o lendário estúdio fundado por Hayao Miyazaki, Isao Takahata e Toshio Suzuki em 1985; no entanto, quando decidimos colocar todas essas obras de arte em uma balança para montar um ranking definitivo, a tarefa se torna um verdadeiro campo de batalha emocional onde cada posição custa uma lágrima. Por isso, nós do Anivex vestimos a camisa do fanatismo analítico e preparamos este guia completo, navegando desde os ápices cinematográficos que renderam Oscars até aquelas produções menos inspiradas que acabaram ficando no fim da prateleira, para ajudar você a maratonar a filmografia mais mágica da animação japonesa.
O topo do Olimpo: As obras-primas indiscutíveis do Ghibli
No cume da nossa lista estão os filmes que ultrapassaram as fronteiras do anime e se tornaram marcos da cultura pop mundial, onde a direção de arte de fundo pintada à mão encontra roteiros de uma profundidade absurda. Fazer justiça a essa prateleira dourada exige reconhecer como Miyazaki e Takahata conseguiram criar mundos imersivos com lições profundas sobre amadurecimento, guerra e respeito à natureza.
- 1. A Viagem de Chihiro (2001): O topo não poderia ser de outro. A jornada da pequena Chihiro Ogino no mundo dos espíritos ao lado de Haku é uma aula magistral de narrativa, simbolismo e design de criaturas. Vencedor do Oscar de Melhor Filme de Animação, é uma obra perfeita do início ao fim.
- 2. O Túmulo dos Vagalumes (1988): Dirigido por Isao Takahata, este é o filme mais doloroso e cru sobre os impactos da Segunda Guerra Mundial na vida dos irmãos Seita e Setsuko. Uma obra-prima visceral que destrói o espectador emocionalmente, mas que exige ser vista ao menos uma vez na vida.
- 3. Princesa Mononoke (1997): Um épico sombrio e maduro que explora o conflito devastador entre a ganância humana e os espíritos da floresta. A dinâmica entre o príncipe Ashitaka e a destemida San mostra um Miyazaki no auge de sua forma narrativa e técnica.
- 4. O Menino e a Garça (2023): O retorno triunfal de Miyazaki que levou mais um Oscar para a casa. Com o jovem Mahito Maki navegando o luto em um mundo surreal, o filme entrega uma reflexão metalinguística fantástica sobre o legado do próprio diretor e do estúdio.
Os clássicos inesquecíveis que moldaram gerações
Logo abaixo do topo sagrado, encontramos produções incríveis que definiram a infância e a juventude de milhões de fãs ao redor do globo. São histórias confortáveis, repletas de magia cotidiana, personagens carismáticos e trilhas sonoras inesquecíveis compostas pelo mestre Joe Hisaishi.
Recomendados pelo Anivex
Em Meu Amigo Totoro (1988), acompanhamos as irmãs Satsuki e Mei descobrindo que a natureza esconde protetores gigantescos e gentis, transformando o ícone do estúdio em um verdadeiro abraço em forma de animação. Já em O Castelo Animado (2004), a maldição que envelhece a jovem Sophie a leva para o lar ambulante do excêntrico mago Howl e do carismático demônio do fogo Calcifer, resultando em um romance fantástico inesquecível.
- O Serviço de Entregas da Kiki (1989): A história da jovem bruxa Kiki e seu gato falante Jiji aborda a transição para a vida adulta e o bloqueio criativo com uma delicadeza impecável.
- Nausicaä do Vale do Vento (1984): Embora produzido pouco antes da fundação oficial do estúdio, é considerado o marco zero do Ghibli, apresentando uma heroína ecológica forte em um mundo pós-apocalíptico fascinante.
- O Castelo no Céu (1986): A primeira aventura oficial com o selo Studio Ghibli traz Pazu e Sheeta em uma caça frenética à lendária ilha voadora de Laputa, cheia de elementos steampunk e ação vibrante.
As joias subestimadas que você precisa assistir hoje mesmo
Muitos fãs casuais acabam focando apenas nos títulos mais famosos de Hayao Miyazaki, mas o catálogo do Studio Ghibli guarda tesouros escondidos de valor incalculável que merecem tanta atenção quanto os grandes sucessos de bilheteria. Se você quer ir além do óbvio, estas produções são paradas obrigatórias no seu catálogo de animes.
Direcionado pelo saudoso Yoshifumi Kondō, Sussurros do Coração (1995) traz uma das representações mais puras da paixão jovem e da descoberta vocacional através do romance entre Shizuku Tsukishima e Seiji Amasawa. Da mesma forma, Porco Rosso: O Último Herói Romântico (1992) mistura aviação dos anos 1930, fascismo e um piloto transformado em porco chamado Marco Pagot em um enredo maduro e surpreendentemente divertido.
- O Conto da Princesa Kaguya (2013): A última obra-prima de Isao Takahata utiliza traços pastel e aquarela impressionistas para contar uma lenda folclórica japonesa devastadora e poética.
- Vidas ao Vento (2013): A cinebiografia dramatizada de Jiro Horikoshi, o projetista do avião Mitsubishi A6M Zero, é uma reflexão melancólica sobre sonhos, arte e as tragédias da guerra.
- O Mundo dos Pequeninos (2010): Dirigido por Hiromasa Yonebayashi, acompanha a pequena Arrietty em um universo de detalhes impressionantes nos bastidores de uma casa humana.
- Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar (2008): Uma releitura colorida e lúdica de A Pequena Sereia, focada na pureza do vínculo entre o garoto Sosuke e a peixinha mágica.
Os tropeços do estúdio: Quando a magia não funcionou perfeitamente
É preciso dizer a verdade: mesmo o estúdio mais aclamado do planeta tem seus dias de altos e baixos. Estar no fim deste ranking não significa necessariamente que o filme seja uma tragédia completa, mas sim que faltou aquele brilho especial que tornou as outras obras tão imortais no imaginário dos otakus.
O caso mais emblemático é Tesourinha e a Bruxa (2020), dirigido por Gorō Miyazaki. Ao tentar migrar para a computação gráfica 3D, o estúdio perdeu toda a textura e o charme artesanal que sempre foram sua marca registrada, entregando uma história rasa e sem um desfecho satisfatório para a protagonista Earwig. Outra decepção menor foi Contos de Terramar (2006), que tentou adaptar a grandiosa literatura de Ursula K. Le Guin, mas sofreu com um ritmo confuso e falta de desenvolvimento de personagens.
- Posso Ouvir o Oculto (1993): Um projeto feito para a TV por jovens animadores que, apesar da nostalgia dos anos 90, entrega um drama adolescente genérico e pouco memorável.
- O Reino dos Gatos (2002): Divertido e leve ao acompanhar a jovem Haru no mundo dos felinos, mas peca por parecer mais um episódio especial do que um longa-metragem épico.
- Meus Vizinhos, Os Yamadas (1999): Uma experiência cômica em estilo tirinha de jornal por Takahata que, embora artística, não agradou ao público geral do estúdio.
Qual é o seu ranking pessoal do Studio Ghibli?
Rankear a filmografia do Studio Ghibli é uma experiência transformadora, pois cada obra conversa de maneira única com diferentes fases da nossa vida. Seja se emocionando com as aventuras de Chihiro ou se confortando com o abraço do Totoro, a verdade é que o cinema de animação seria infinitamente mais pobre sem a coragem e a sensibilidade desse estúdio lendário. E agora queremos saber de você, leitor do Anivex: concorda com a nossa ordem ou acha que colocamos algum filme injustiçado muito lá embaixo? Deixe seu comentário com o seu top 5 pessoal e compartilhe este artigo com aquele seu amigo que precisa maratonar essas relíquias!
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